Tarefas

Fluxo prático de vendas usando tarefas

Roteiro completo de um vendedor B2B usando tarefas no SiteUp ao longo do dia: revisão da fila, qualificação, follow-up cadenciado e fechamento sem perder leads.

Fluxo prático de vendas usando tarefas

Esta página descreve um dia de trabalho real de um vendedor consultivo dentro do SiteUp, com tarefas como espinha dorsal da rotina. O exemplo é fictício mas reproduz padrões que vimos funcionar em operações de venda B2B com ticket médio entre R$ 2.000 e R$ 50.000 por mês.

O cenário

Imagine uma empresa SaaS que vende uma ferramenta de gestão para clínicas. O time tem três vendedores. Cada um cuida de cerca de 80 leads ativos por mês, vindos de tráfego pago, indicações e eventos. O ciclo de venda é de 14 a 30 dias, com 4 a 7 toques por lead.

Sem tarefas estruturadas, a equipe perde leads no caminho — alguns nunca recebem o segundo contato; outros são contactados duas vezes pela mesma pessoa. Vamos ver como tarefas resolvem isso.

Início do dia: revisão da fila

09:00 — o vendedor abre o SiteUp e vai direto em Tarefas > Hoje. Ele vê 12 tarefas previstas para o dia, organizadas por horário. Algumas são ligações, outras são "enviar proposta", outras são "checar resposta de proposta enviada anteontem".

Ele dá uma passada rápida e mentalmente agrupa:

  • 4 ligações entre 09:30 e 11:30 — bloco da manhã
  • 3 envios de proposta — fim da manhã, depois de revisar dados
  • 2 checagens de resposta — qualquer hora, até as 17h
  • 3 lembretes administrativos — fim do dia

Antes de qualquer ação, ele confere também a aba Atrasadas: encontra 1 tarefa de ontem ("ligar para Lead Y às 16h") que ele não conseguiu fazer porque entrou em outra reunião. Decide priorizar essa logo de cara.

Bloco de ligações: contexto antes de discar

Para cada ligação da manhã, o vendedor:

  1. Clica no card da tarefa, abrindo a conversa do lead em uma aba
  2. Lê as últimas mensagens trocadas e as notas internas
  3. Confere a etapa do Kanban e os atributos custom (orçamento, dor declarada)
  4. Faz a ligação
  5. Volta para o SiteUp, marca a tarefa como concluída

Em seguida, ele decide: deu próximo passo? Se sim, cria nova tarefa para o próximo toque. Se não, registra na nota o que aconteceu e sai da conversa sem criar nova tarefa.

Qualificação: criando tarefas em cascata

Quando uma ligação termina com lead qualificado e proposta combinada, o vendedor cria três tarefas de uma vez (atalho mental: sempre que algo entra em "Negociação", crio o roteiro inteiro):

  • "Enviar proposta" — hoje, prioridade alta
  • "Confirmar recebimento da proposta" — daqui a 2 dias úteis, prioridade média
  • "Follow-up se sem resposta" — daqui a 5 dias úteis, prioridade média

Esse roteiro garante que, mesmo em uma semana cheia, o lead não some. As três tarefas ficam vinculadas à conversa e ao card do Kanban.

Cadência automática complementando

A operação tem uma cadência automática configurada na etapa "Negociação" do Kanban: D+3 manda mensagem template "tudo bem?", D+7 manda "ainda fazendo sentido?", D+14 marca como perdido.

Essa cadência não substitui as tarefas. Ela serve como rede de segurança para leads que não receberam tarefa manual. O vendedor confia que a régua automática vai pegar os esquecidos, mas continua criando tarefas para os leads que ele acredita que pode fechar — porque tarefa = ação humana, mensagem automática = só toque.

Bloco de propostas: revisão antes do envio

Antes de enviar cada proposta, o vendedor:

  1. Abre a conversa pelo card da tarefa
  2. Confirma com o cliente os pontos combinados (mensagem rápida no WhatsApp)
  3. Abre o template da proposta no Google Docs
  4. Personaliza com base nos atributos do contato
  5. Volta ao SiteUp e envia o link via mensagem
  6. Marca tarefa como concluída e cria nova: "Confirmar recebimento" — amanhã 14h

A vantagem do fluxo: nada vive na cabeça. Se o vendedor for atropelado por um carro hoje à tarde, outro vendedor consegue continuar olhando para o painel.

Bloco de checagens: tarefas tipo "ainda esperando"

Algumas tarefas não pedem ação dura — pedem só uma verificação. Por exemplo: "checar se cliente X respondeu a proposta enviada anteontem". O vendedor:

  1. Abre a conversa
  2. Vê se há resposta nova do cliente
  3. Se sim: lê e decide próximo passo (cria nova tarefa)
  4. Se não: estende o prazo da tarefa atual em 1 dia ("dou mais 24h")

Essa flexibilidade — postergar com ciência em vez de só ignorar — é a diferença entre uma fila de tarefas que ajuda e uma que vira ruído.

Final do dia: revisão e planejamento

17:30 — antes de sair, o vendedor abre Tarefas > Hoje uma última vez. Vê o que ficou em aberto, decide o que vira tarefa de amanhã (com prazo movido) e o que vira nota interna. As 12 tarefas do início viram 9 concluídas, 2 postergadas para amanhã e 1 cancelada (cliente desistiu).

Em seguida, abre Tarefas > Esta semana e vê 14 tarefas previstas. Faz um overview rápido: tem reunião comprida na quarta? Sim. Então move duas tarefas de quarta para terça ou quinta para descomprimir.

Métricas semanais que importam

No fim da semana, o supervisor olha em Relatórios > Equipe > Tarefas:

  • Quantas tarefas cada vendedor concluiu
  • Tempo médio entre criação e conclusão
  • Taxa de cancelamento por motivo
  • Tarefas órfãs (vencidas há > 7 dias)

Esses dados alimentam a conversa semanal de coaching: quem está sobrecarregado, quem está procrastinando, onde a operação precisa simplificar.

O que esse fluxo evita

Sem essa estrutura, observamos vícios comuns:

  • "Esquecer de seguir" — lead some sem segundo toque
  • "Toque duplicado" — duas pessoas falam com o mesmo lead em paralelo
  • "Tudo na cabeça" — vendedor que sai de férias deixa pipeline parado
  • "Foco no urgente, perda do importante" — só os leads barulhentos recebem atenção

Tarefas resolvem todos esses vícios quando usadas com disciplina. Não é mágica — exige hábito de criar tarefa para tudo que importa e disciplina de revisar a fila no início e no fim do dia.

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