Visão geral das Automações sem IA na SiteUp
As Automações sem IA da SiteUp são o motor de produtividade silencioso do seu atendimento. Diferentemente do Capitão IA, que interpreta linguagem natural com modelos de linguagem, as automações deste módulo são determinísticas: dada a mesma entrada, produzem sempre a mesma saída. Esse comportamento previsível é o que torna as regras tão úteis para tarefas repetitivas, roteamento e padronização de processos.
O que são automações determinísticas
Uma automação determinística segue a estrutura clássica SE-ENTÃO:
SE a conversa contém a palavra "fatura" ENTÃO aplique a etiqueta "financeiro" e atribua ao time financeiro.
Não há interpretação semântica, nem cálculo probabilístico. A SiteUp avalia condições objetivas (canal, horário, palavra-chave, atributos do contato, etc.) e executa ações pré-definidas. O resultado é instantâneo, auditável e barato em recursos.
Os três pilares do módulo
O módulo de Automações sem IA é composto por três peças que se complementam:
| Peça | Quem dispara | Quando executa | Caso típico |
|---|---|---|---|
| Regras condicionais | Sistema | Automaticamente, ao satisfazer condições | Roteamento por palavra-chave |
| Macros | Atendente | Manualmente, com 1 clique | Aplicar fluxo de reembolso |
| Triggers | Evento da plataforma | Automaticamente, em resposta a eventos | Atribuir round-robin ao criar conversa |
Regras condicionais
São o coração do módulo. Avaliam continuamente as conversas e disparam ações quando as condições são satisfeitas. Use-as para roteamento, etiquetagem automática, definição de prioridade e respostas padrão.
Macros
São workflows acionados manualmente pelo atendente. Cada macro pode encadear várias ações — enviar mensagem, criar tarefa, mover o card no Kanban, aplicar etiqueta — e tudo acontece com um único clique. Ideal para padronizar respostas complexas que envolvem múltiplos passos.
Triggers
São eventos do sistema que servem de gatilho. Quando uma conversa é criada, resolvida, etiquetada ou tem o SLA quebrado, a SiteUp pode reagir executando ações. Triggers são o "verbo" das regras e formam a base temporal da automação.
Automações sem IA versus Capitão IA
Os dois mecanismos coexistem e atendem propósitos distintos. A escolha entre um e outro depende do tipo de decisão envolvida.
| Característica | Automações sem IA | Capitão IA |
|---|---|---|
| Tecnologia | Lógica SE-ENTÃO | Modelos de linguagem (LLM) |
| Custo de execução | Praticamente zero | Consumo de créditos por token |
| Previsibilidade | Total | Estatística |
| Indicada para | Regras fixas, roteamento, SLAs | Conversa natural, triagem semântica |
| Tempo de resposta | Imediato | Segundos |
| Mantém histórico | Sim (logs determinísticos) | Sim (histórico de raciocínio) |
Use Automações sem IA quando o critério for objetivo: "se o canal é WhatsApp e contém 'cancelar', etiquete como churn-risk". Use o Capitão IA quando precisar interpretar intenção: "o cliente está frustrado?" ou "essa mensagem é uma reclamação ou um elogio?".
Em muitos cenários, os dois trabalham juntos. Uma regra pode acionar o Capitão IA apenas em situações específicas, evitando consumo desnecessário de créditos.
Arquitetura conceitual
Imagine o módulo como um diagrama em camadas:
- Eventos ocorrem na plataforma (mensagem recebida, conversa criada, etc.).
- Triggers capturam esses eventos e expõem para o motor de regras.
- Regras avaliam condições e decidem se executam.
- Ações alteram o estado da conversa (etiqueta, atribuição, mensagem, Kanban).
- Macros ficam disponíveis ao atendente como atalho manual para conjuntos de ações.
Esse desenho permite combinar lógica reativa (triggers + regras) com lógica assistida (macros), cobrindo praticamente todos os fluxos operacionais sem escrever código.
Próximos passos
Recomendamos seguir os artigos nesta ordem:
- Criar sua primeira regra condicional
- Macros e workflows de 1 clique
- Triggers e eventos disponíveis
- Condições avançadas
- Monitoramento e debug
Se você está começando agora, comece pelas regras simples. À medida que o volume de conversas crescer, vá compondo automações mais elaboradas — sempre validando os logs de execução para garantir que o comportamento é o esperado.